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Emocionómetro

“ Este trabalho pretende uma recolocação da análise no próprio individuo .Entre o performer e o público durante a acção existe um curto espaço de tempo um silêncio introspectivo.Após a performance o público regressa a casa com uma marca/ carimbo no corpo dizendo: Equilibrado. Ora o que me interessa é o que a memória da passagem por essa ação pode provocar no outro, nem que seja durante o tempo que perde a retirar o carimbo da pele.” Patrícia Oliveira

O espaço- emoção

“A proposta de Patrícia Oliveira prende-se com o registo do volátil, do ilegível, daquilo que ocorre no/ do nosso interior. A proposição é ambiciosa: quer representa/ traduzir as nossas emoções. Para isso construiu um aparelho aferidor dos nossos estados afetivos, o “ Emocionómetro”.
O seu trabalho articula o objecto com um acto performativo entre a artista e o público, resultando numa instalaçaõ que reúne o seu projecto impossível. A artista segue a esteira da nossa acepção de uma práctica romântica encetada por Rebecca Horn nos anos 70. A construção de máquinas ou de engenhos, por exemplo acoplando motores a objetos de uso corrente ( facas, instrumentos musicais, mesas, etc) com a intenção de expressar e verificar a subjectividade humana: sensações ou estados de espírito recorrentemente extremos. A impraticabilidade do engenho não significa o fracasso da intenção original, ao invés é no processo de contacto com a sensação do Outro que a Arte se afirma enquanto corpo- catártico.”

In Anteciparte 2009. Museu do Oriente. Lisboa . 2009

Técnica: performance e instalação
Materiais: objecto escultórico, registo em papel

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